O Bruto | Artistas aderiram a campanha contra violência à mulher e ao racismo

Artistas aderiram a campanha contra violência à mulher e ao racismo

10/02/2016

Com o objetivo de sensibilizar e conscientizar os foliões sobre a violência contra as mulheres, a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) realizou a campanha ‘Vá na moral ou vai se dar mal’ durante o Carnaval deste ano. Foram produzidos e distribuídos 400 mil unidades de materiais informativos, bilíngues, para conscientização dos foliões e turistas que passaram Carnaval em Salvador, Ilhéus (sul), Vitória da Conquista (sudoeste) e Porto Seguro (extremo sul).

Durante a festa, 11 blocos, sete camarotes e diversos cantores baianos a exemplo de Denny, Margareth Menezes, Mari Antunes, Léo Santana e Magary Lord, aderiram à campanha. Um dos destaques deste ano foi a adesão da campanha pelos blocos predominantemente masculinos, como Muquiranas e Filhos de Gandhy.

A participação de Maria da Penha como madrinha da campanha foi outro destaque da ação, executada em nove pontos da capital baiana e nas cidades de Ilhéus, Porto Seguro e Vitória da Conquista. Três boneconas de Maria da Penha desfilaram nos circuitos do Carnaval de Salvador como forma lúdica para conscientizar os foliões e abordar o tema da campanha.

Com o propósito de divulgar os serviços do Centro de Referência Nelson Mandela, orientando a população como proceder em situação de racismo ou intolerância religiosa, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi) realizou 256 entrevistas com foliões, ambulantes, cordeiros e catadores de material reciclável sobre o assunto. Deste número, 44,4% da população abordada alega ter sofrido discriminação racial, sendo 11,3% em espaços públicos ou festas populares. Já 72,3% afirmaram ter presenciado o ato em algum momento da vida. Na pesquisa, 96,4% das pessoas se declararam negras ou pardas.

A ação da Sepromi também teve como objetivo identificar e acompanhar casos do tipo durante a folia. Todos os casos registrados durante a folia serão acompanhados pela Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, que reúne instituições do poder público e da sociedade civil, universidades e Sistema de Justiça. A iniciativa está associada à Década Internacional Afrodescendente, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê um conjunto de ações nos eixos do ‘Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento’ para as comunidades negras até 2024.

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