O Bruto | Hilton Coelho intitula reforma da previdência como “sentença de morte”

Hilton Coelho intitula reforma da previdência como “sentença de morte”

14/03/2017

Manifestando seu apoio ao movimento que se realiza no dia 15, quarta-feira, o vereador Hilton Coelho (PSOL) afirmou que a “aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 287/2016, que muda as regras da aposentadoria no país, na prática dificulta tanto o acesso a esse direito que torna a aposentaria como algo improvável. A expectativa média de vida no Brasil gira em torno de 75 anos, as pessoas vão trabalhar quase até a morte”, disse. 

“Uma professora que atualmente se aposenta após 25 anos de contribuição vai ter que trabalhar um total de 49 anos para receber o salário integral. Eleva em mais de 400% o tempo que essa educadora teria que trabalhar para se aposentar. A educação enfrentará um aumento no número de profissionais doentes e afastamentos de professores. Vai desmontar ainda mais os serviços públicos no país, e vai afetar desde a creche até o ensino médio”, argumenta o vereador do PSOL. 

Hilton Coelho usa dados da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip) mostrando que as receitas da Previdência fazem parte do orçamento da Seguridade Social que, além dos benefícios previdenciários, inclui saúde e outros programas sociais, como o Bolsa Família. Em 2015, as receitas da Seguridade Social foram de R$ 694 bilhões, enquanto as despesas foram de R$ 683 bilhões, um saldo positivo de R$ 11 bilhões. “O governo penaliza os trabalhadores e beneficia os grandes devedores e sonegadores que, em 2015, acumularam uma dívida de R$ 350 bilhões. O combate às fraudes poderia sanar qualquer possibilidade de déficit na previdência. Para o governo, no entanto, a solução é restringir o acesso à aposentadoria”.

 A PEC cria idade mínima de 65 anos de idade e 25 de contribuição para todos, sendo que a expectativa de vida na Bahia é de 73 anos (IBGE). Aposentadoria integral somente depois de 49 anos de contribuição, isso em um mercado informal, com alta rotatividade, intensa precariedade, como o do Brasil, especialmente o de Salvador, acrescenta Hilton Coelho, avaliando que “ainda temos o absurdo do corte da pensão por morte e a impossibilidade de acumular aposentadorias mesmo tendo havido a contribuição, dentre tantas outras agressões a direitos conquistados”.

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