O Bruto | Vacinas por via intranasal, uma nova linha de combate à covid-19

Vacinas por via intranasal, uma nova linha de combate à covid-19

17/09/2021

Uma nova linha de combate contra a covid-19 aparece no horizonte: as vacinas por via intranasal, um método promissor, mas que ainda precisa ser confirmado entre os humanos.

Os testes clínicos em animais na França estão apresentando resultados, a tal ponto que dois organismos públicos, o Inrae e a Universidade de Tours, apresentaram uma demanda de patente para um modelo.

A diretora da equipe de pesquisa BioMAP da universidade, Isabelle Dimier-Poisson, afirmou que os testes em ratos apresentaram “100% de sobrevivência” nos exemplares vacinados desta forma e depois infectados com a covid-19. Todos os ratos não vacinados faleceram, informou a cientista.

“Os animais vacinados estão 100% protegidos contra as formas sintomáticas e, a princípio, contra as formas graves do vírus. E como têm carga viral muito reduzida, não são mais contagiosos, o que é um dos aspectos interessantes da via nasal”, destacou Philippe Mauguin, presidente do Inrae, um instituto de pesquisas.

Em um artigo publicado em julho na revista Science, os cientistas Frances Lund e Troy Randall destacaram que, na comparação com as vacinas intramusculares, as intranasais mostram duas camadas de proteção adicionais.

A primeira é representada pelos IgA, anticorpos que desempenham um papel crucial na função imunológica das mucosas.

Depois, aparecem as células B e T de memória, que residem nas mucosas respiratórias e formam uma barreira particular contra infecções.

“Quando o vírus infecta uma pessoa, geralmente entra pelo nariz, assim a ideia é fechar esta porta de entrada”, explica a diretora de pesquisa do Inserm, Nathalie Mielcarek, líder de uma equipe do Instituto Pasteur de Lille, que está trabalhando em um projeto de vacina nasal contra a coqueluche.

“Com as vacinas intramusculares a resposta imunológica nas mucosas não é muito duradoura, nem muito forte. Por isso é mais vantajoso imunizar em nível nasal”, destaca a imunologista e diretora de pesquisas no Instituto CochinMorgane Bomsel.

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